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7 min de leitura•Publicado em 24 de outubro de 2026Última atualização em 26 de outubro de 2026Também em :ENFRITESDE

Vacinas na viagem: animais de estimação e crianças pequenas, por onde começar

Artigo redigido com o apoio da IA · Verifique as informações

Vacinas na viagem: animais de estimação e crianças pequenas, por onde começar

Viajar com um cão, um gato ou com crianças pequenas rumo à América do Sul ou à África exige separar dois processos: o do animal, que depende de regras administrativas e veterinárias, e o da criança, que depende de um parecer médico personalizado. Este artigo ajuda você a identificar as vacinas a verificar, a ordem das etapas e os prazos que não podem ser perdidos. As regras descritas para o animal são as da França, país de partida ou de retorno.

Por onde começar: regras, recomendações e calendário

Não existe um calendário de vacinas comum a todos os viajantes[1]. O programa é montado a partir dos riscos reais, que variam conforme a situação sanitária e o nível de higiene da região visitada, as condições da estadia (estação, atividades no local, hospedagem, duração) e fatores individuais, sobretudo idade e histórico médico[2].

Há duas noções a distinguir. Uma recomendação médica visa proteger você. Uma obrigação administrativa, por sua vez, exige que você apresente um certificado de vacinação para entrar em determinados países, seja no âmbito do Regulamento Sanitário Internacional (por exemplo, para a febre amarela), seja por uma exigência específica do país de destino[2].

Quanto aos prazos, antecipe-se: o Service Public recomenda informar-se entre um e dois meses antes da partida quando for preciso tomar uma vacina[1]. O Instituto Pasteur insiste na mesma janela, para não ser pego de surpresa[3].

Animais de estimação: o que a entrada e o retorno exigem

Para um cão ou um gato que retorna à França, o animal deve ser identificado por microchip (ou por uma tatuagem feita antes de 3 de julho de 2011 e ainda legível), vacinado contra a raiva e acompanhado de um passaporte europeu para animais de estimação dentro do prazo de validade[4].

A vacina antirrábica só é válida se tiver sido aplicada pela primeira vez em um animal com pelo menos 12 semanas de idade e após sua identificação. A vacinação só se torna válida 3 semanas após a primeira dose[4]. Os reforços seguem depois a periodicidade prevista pela vacina utilizada[4].

No retorno de um país terceiro, um exame clínico deve ser realizado 48 horas antes da viagem do animal, por um veterinário habilitado pela autoridade competente do país de procedência[4]. Uma vez na França, o cão ou o gato deve ser registrado no Icad, o cadastro nacional de identificação de cães, gatos e furões, em até 7 dias após a chegada[4].

Veterinário examinando um gato tigrado durante uma consulta clínica em uma clínica veterinária moderna.

O teste antirrábico (titulação): condições e validade

Para entrar na França vindo de um país terceiro, o animal deve ter passado por um exame de titulação de anticorpos antirrábicos pelo menos 30 dias após a vacinação contra a raiva e pelo menos 3 meses antes da data de chegada à França (calendário a confirmar com seu veterinário conforme o local da titulação). Trata-se de um exame de sangue realizado em laboratório aprovado pela UE, para verificar a eficácia da vacinação[4]. O resultado é registrado no passaporte do animal[5].

O método do teste de anticorpos deve ser o previsto pelo Manual de Testes de Diagnóstico e de Vacinas para Animais Terrestres da Organização Mundial de Saúde Animal[6].

Os animais originários de certos países são dispensados da titulação[4]: verifique antes da partida se esse é o caso do seu país de procedência.

Para uma estadia longa, um reforço da vacina pode ser feito durante a estadia: peça orientação ao seu veterinário[5].

Crianças com menos de dois anos: as vacinas a verificar

Comece pelo calendário vacinal francês. Antes de qualquer partida, o adulto e a criança devem estar em dia, sobretudo com as vacinas contra difteria, tétano, poliomielite, coqueluche e sarampo[7]. O projeto de viagem também é uma oportunidade para fazer um balanço de todas as vacinações[1].

Depois vem a febre amarela, recomendada para qualquer estadia, sobretudo nas zonas tropicais da África e da América do Sul[1]. Para uma criança pequena, a idade a partir da qual a vacinação é possível deve ser precisada por um médico ou por um centro de vacinação internacional: não parta sem esse parecer.

As exigências de entrada variam de acordo com o país: Gana, por exemplo, exige um certificado de vacinação contra a febre amarela para todos os viajantes com mais de 9 meses, independentemente de sua procedência[8]. Se você se vacinar, um certificado internacional de vacinação será entregue a você[1].

Outras vacinas são decididas de acordo com as condições e a duração da estadia: hepatite A e febre tifoide[7]. Para a raiva, a vacinação também depende do tipo de viagem, especialmente para crianças pequenas ou uma estadia em área rural ou distante das principais cidades[7]. As fontes consultadas não indicam uma idade mínima para essas vacinas: pergunte ao seu médico o que é adequado para uma criança com menos de dois anos.

Para dengue e chikungunya, as recomendações de 2026 fixam idades mínimas: 6 anos ou mais para a dengue, 12 anos ou mais para a chikungunya, com uma primeira dose pelo menos 14 dias antes da partida[9]. Portanto, elas não se aplicam às crianças com menos de dois anos.

Cada calendário deve ser personalizado: peça a opinião do seu médico para garantir que as orientações sejam adequadas à sua situação[1]. Um centro de vacinação internacional também pode atendê-lo[7].

Médico vacinando uma criança pequena no colo da mãe em uma clínica, com jaleco com corações.

Raiva: proteger a criança e o animal no local

A raiva ainda existe em mais de 100 países. Uma vez que os sintomas aparecem, ela é sempre fatal, tanto para o animal quanto para o ser humano[5]. A contaminação ocorre pela saliva de um animal infectado, por meio de mordida, arranhão ou lambedura em pele lesionada ou em mucosa (olho, boca)[5]. O Instituto Pasteur esclarece que o animal pode transmitir o vírus sem apresentar sintomas[3].

  • Não acaricie nenhum animal errante durante a estadia e lembre seus filhos disso[5].
  • Em caso de mordida, arranhão, lambedura ou contato com uma ferida, consulte imperativamente um médico ou as autoridades de saúde locais[5].
  • A vacinação antes da partida deve ser considerada de acordo com o seu perfil de atividades, e as vacinas pós-exposição podem não estar disponíveis em todos os lugares, às vezes apenas nos grandes centros urbanos (o CDC aponta isso para um país de sua lista de destinos); verifique a situação do seu destino com um centro de vacinação internacional[10].

Pontos de atenção

  • Exigência de entrada e recomendação não se confundem: um certificado de vacinação pode ser exigido para entrar em um país, independentemente da recomendação médica[2]. Gana, por exemplo, o exige para viajantes com mais de 9 meses, independentemente de sua procedência[8].
  • A ordem das etapas importa: a vacinação antirrábica só é reconhecida como válida se for realizada após a identificação do animal[11].
  • A titulação deve ser planejada com vários meses de antecedência: pelo menos 30 dias após a vacinação e pelo menos 3 meses antes da chegada à França[4].
  • Animais com menos de 15 semanas não podem viajar ao exterior com você[5].
  • Para certos destinos, o cão deve ser vermifugado contra os vermes equinocócicos: o tratamento deve ser feito no mínimo 120 horas e no máximo 24 horas antes da data de entrada prevista, e certificado pelo veterinário que o administra[11]. Esse tratamento é uma exigência de fronteira para cães, e não uma recomendação de saúde que se estenderia automaticamente a gatos ou furões[12].
  • Outras medidas sanitárias além da raiva podem ser exigidas: informe-se junto à embaixada ou ao consulado do país de destino[11].
  • Para os seus próprios medicamentos, mantenha-os em sua embalagem original com os rótulos originais, com uma receita que traga o nome dos medicamentos em Denominação Comum Internacional (DCI), e verifique se são autorizados no país visitado[7].

Etapas, em ordem

  • Um a dois meses antes da partida: faça um balanço do calendário de vacinas da criança com um médico ou um centro de vacinação internacional[1].
  • Vários meses antes: informe-se sobre as condições de entrada para o animal junto ao seu veterinário e à embaixada do país de destino[5].
  • Faça identificar o animal, depois vacine contra a raiva, depois realize a titulação se o retorno à França a exigir[11].
  • 48 horas antes do retorno à França a partir de um país terceiro: exame clínico por um veterinário habilitado[4].
  • Na chegada à França: registre o animal no Icad em até 7 dias[4].

Fontes

  1. 1.^ abcdefgservice-public.gouv.fr — Vacinações para viagens ao exterior | Service Public: «Não existe um calendário para a administração das vacinas comuns a todos os viajantes.» ; «Informe-se com antecedência suficiente antes da partida (entre 1 e 2 meses antes, no caso de uma vacina a ser aplicada).» ; «O planejamento de uma viagem é a oportunidade para revisar suas vacinações.» https://www.service-public.gouv.fr/particuliers/vosdroits/F720 (consultado em 23 de outubro de 2026)
  2. 2.^ abcdiplomatie.gouv.fr — Saúde / Vacinações | France Diplomatie: «A avaliação dos riscos reais enfrentados pelo viajante, que variam em função: da situação sanitária e do nível de higiene da região visitada, das condições da estadia (estação do ano, atividades no local, modalidades de hospedagem e duração), dos fatores de risco individuais, sobretudo a idade e o histórico médico.» ; «A obrigação administrativa de apresentar um certificado de vacinação para entrar em determinados países, seja no âmbito do Regulamento Sanitário Internacional (por exemplo, a vacinação contra a febre amarela), seja em razão de uma exigência específica do país de destino.» https://www.diplomatie.gouv.fr/fr/conseils-aux-voyageurs/fiches-pratiques/risques/les-principaux-risques-sanitaires/sante-vaccinations (consultado em 23 de outubro de 2026)
  3. 3.^ abpasteur.fr — Recomendações gerais antes da sua viagem | Pasteur.fr: «É, portanto, um ou até dois meses antes da partida que se deve cuidar das vacinas necessárias, sob risco de ser pego de surpresa.» ; «O animal pode transmitir o vírus sem apresentar os sintomas da doença: ele é, portanto, contaminante antes de ficar doente.» https://www.pasteur.fr/fr/votre-sante/voyages-et-sante/recommandations-generales-avant-votre-voyage (consultado em 23 de outubro de 2026)
Ver as outras 10 fontes
  1. 4.^ abcdefghijservice-public.gouv.fr — Trazer um cão ou um gato do exterior: quais são as regras? | Service Public: «O animal deve ser identificado por meio da implantação de um microchip eletrônico (transponder) ou ter sido tatuado, caso a tatuagem tenha sido feita antes de 3 de julho de 2011, e a marcação deve permanecer claramente legível.» ; «Para ser válida, a vacina antirrábica deve ter sido aplicada pela primeira vez quando o animal tinha pelo menos 12 semanas de idade e após a identificação. A vacinação só é válida 3 semanas após a primeira injeção.» ; «Os reforços devem ser feitos em seguida, conforme a periodicidade prevista pela vacina utilizada.» https://www.service-public.gouv.fr/particuliers/vosdroits/F35788 (consultado em 23 de outubro de 2026)
  2. 5.^ abcdefghagriculture.gouv.fr — As doenças também viajam com os animais domésticos | Ministério da Agricultura, da Agroalimentação e da Soberania Alimentar: «A análise deve ser realizada pelo menos 30 dias após a vacinação contra a raiva, antes da partida, e então registrada no passaporte do animal.» ; «Em caso de estadia longa: um reforço da vacinação pode ser feito durante a estadia. Consulte seu veterinário.» ; «A raiva ainda existe em mais de 100 países. Uma vez que os sintomas aparecem, ela é sempre fatal, para o animal e para o ser humano.» https://agriculture.gouv.fr/les-maladies-voyagent-aussi-avec-les-animaux-domestiques (consultado em 23 de outubro de 2026)
  3. 6.^Mira Knowledge — O teste de anticorpos antirrábicos deve utilizar um método previsto pelo Manual de Testes de Diagnóstico e de Vacinas para Animais Terrestres da Organização Mundial de Saúde Animal. Verificado: fonte oficial mattilsynet.no. https://www.mattilsynet.no/en/animals/travelling-with-dogs-cats-and-ferrets-from-third-countries-and-territories-to-norway
  4. 7.^ abcdediplomatie.gouv.fr — Santa Helena - Saúde | France Diplomatie: «Antes de qualquer partida, o viajante (adulto e criança) deve, portanto, antes de tudo certificar-se de que está em dia com o calendário vacinal francês, em especial com as vacinas contra difteria, tétano, poliomielite, coqueluche, e também contra sarampo.» ; «Hepatite A: de acordo com as condições e a duração da estadia. Febre tifoide: de acordo com as condições e a duração da estadia.» ; «Recomenda-se consultar seu médico de família ou um centro de vacinação internacional (medicina de viagem) com antecedência suficiente antes da viagem.» https://www.diplomatie.gouv.fr/fr/information-par-pays/sainte-helene/conseils-aux-voyageurs-sante (consultado em 23 de outubro de 2026)
  5. 8.^ abMira Knowledge — Gana exige certificado de vacinação contra a febre amarela de todos os viajantes com mais de 9 meses, independentemente de sua procedência. Verificado em 01/06/2026: fonte oficial travelhealthpro.org.uk. https://travelhealthpro.org.uk/country/89/ghana (consultado em 1 de junho de 2026)
  6. 9.^ordre.pharmacien.fr — Viagem e saúde: recomendações 2026 | CNOP: «Dengue: a vacinação é recomendada para pessoas com 6 anos ou mais, com ou sem comorbidades, que viajam para uma área epidêmica ou permanecem mais de um mês em área endêmica, em duas doses da vacina Qdenga, com intervalo de pelo menos 3 meses (1ª dose a ser aplicada pelo menos 14 dias antes da partida).» ; «Chikungunya: a vacinação é recomendada para viajantes com 12 anos ou mais, com ou sem comorbidades, que permanecem em área epidêmica ou fazem estadias de mais de um mês em área endêmica, em uma dose aplicada pelo menos 14 dias antes da partida.» https://www.ordre.pharmacien.fr/les-communications/focus-sur/les-actualites/voyage-et-sante-recommandations-2026 (consultado em 23 de outubro de 2026)
  7. 10.^Mira Knowledge — As vacinas pós-exposição podem estar disponíveis apenas nos grandes centros urbanos, e a vacinação pré-exposição deve ser considerada de acordo com o perfil das atividades. Verificado em 01/06/2026: fonte oficial wwwnc.cdc.gov. https://wwwnc.cdc.gov/travel/destinations/traveler/none/belgium (consultado em 1 de junho de 2026)
  8. 11.^ abcdservice-public.gouv.fr — Viajar para o exterior com seu animal de estimação | Service Public: “A vacinação deve ser realizada após a identificação para ser reconhecida como válida.” ; “O tratamento deve ser realizado no mais tardar 120 horas e no mínimo 24 horas antes da data prevista de entrada no território do país em questão.” ; “O tratamento deve ser certificado pelo veterinário que o administra.” https://www.service-public.gouv.fr/particuliers/vosdroits/F21374 (consultado em 23 de outubro de 2026)
  9. 12.^Mira Knowledge — Trata-se de uma exigência de fronteira para cães, e não de uma recomendação de saúde, que não se estende automaticamente a gatos, furões ou outras espécies. Verificado em 28/08/2026: fonte de referência esccap.org. https://www.esccap.org/guidelines/gl9/ (consultado em 28 de agosto de 2026)
  10. 13.Mira Knowledge — Uma vacina aplicada fora do Espaço Econômico Europeu deve atender às exigências do Manual de Testes de Diagnóstico e de Vacinas para Animais Terrestres da Organização Mundial de Saúde Animal, no que diz respeito à raiva. Verificado: fonte oficial mattilsynet.no. https://www.mattilsynet.no/en/animals/travelling-with-dogs-cats-and-ferrets-from-third-countries-and-territories-to-norway

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